ab fanfctions
Friday, January 17, 2014
Can you love me? - 2° Capítulo
Ontário, Canadá. 11 de junho.
Desembarquei no aeroporto as 6 horas da manhã. Olá, London. Eu estava cansada. De todos os tipos que você pode imaginar. Fisicamente, psicologicamente. Literalmente. Cansada. Fiz todos os procedimentos e logo depois sai a procura de um hotel barato pra ficar. Depois de umas três horas rodando, digamos que eu achei um, pelo menos pra passar uns dias até eu conseguir um emprego e um lugar digno pra morar. Coloquei as malas no quarto e a primeira coisa que fiz foi cair na cama.
...
Acordei ainda me sentindo cansada. Olhei no relógio e eram 18 horas. Levantei, tomei uma ducha e coloquei um shorts jeans e uma camiseta preta que tinha escrito "DIE". Coloquei meus vans preto, a velha maquiagem e sai.
Sabe onde posso conseguir um emprego?- perguntei ao carinha que ficava na recepção daquela espelunca
Assim, a noite?!- ele perguntou
Sim, de preferencia agora a noite- respondi
Que tipo de trabalho você quer?- ele disse num tom malicioso
Um que me faça sair dessa espelunca- respondi e dei um sorrisinho falso
Ele bufou e me deu o endereço de alguns bares noturnos, boates e coisas do tipo. Ótimo!
...
Depois de 30 minutos dentro de um táxi, cheguei na boate cuja a porta estava lotada. Caralho, a fila ia até ao outro lado da rua. Como vou entrar nisso? ... Fiquei pensando numa solução por um bom tempo, até que eu avistei uma outra portinha que dizia "VAGAS PARA DANÇARINA". Bom, não era bem o trabalho que eu queria, mas...
Entrei e tinham umas duas garotas conversando com um cara barrigudo mas que tinha uma boa aparência. Devia ser o dono do lugar. Fiquei esperando uns 10 minutos, até que ele me chamou.
Hey- ele acenou
Olá, boa noite. Eu gostaria de um emprego- fui direta
Você tem o perfil- ele falou olhando-me de cima a baixo- E é bem direta
Sim, iai?
Tá aceita- ele sorriu
Obrigada- sorri- Que dia começo?
Amanhã a noite, as 21 horas. A Janette vai te explicar como tudo acontece aqui.
Ele me levou até um quartinho onde havia outras garotas com roupas extremamente vulgares. Certamente eram as outras dançarinas. Uma moça sorridente e bonita veio até a mim. Ela aparentava ser nova, dou uns 30.
Oi, me chamo Janette, mas pode me chamar de Janny- ela sorriu e me abraçou
Oi- respondi, sem graça.
Não precisa ficar com vergonha, somos todas uma família!- ela falou com um sorriso enorme e eu apenas sorri forçado
Janny passou uns 15 minutos me falando como tudo funciona. O esquema é chegar no horário, se vestir em 20 minutos e arrasar no palco. Ser bem sensual e até fazer uns agrados nos caras. Que nojo! Onde eu fui parar? Isso aqui com certeza vai ser temporário, mas emfim... Quando a Janny acabou de falar, ela me encaminhou até a saída dos funcionários e eu peguei um táxi e voltei pro hotel.
Iai, conseguiu algo?- o carinha da recepção perguntou
Não te interessa!- respondi sem nem parar de andar e segui pro meu quarto
Que cara mais fofoqueiro! Odeio gente tomando parte da minha vida. Eram 20:30. Não desfiz as malas porque eu não pretendia passar muito tempo naquele quarto de hotel. Não que eu seja luxuosa ou que eu me ache, mas mereço algo melhor cara.
...
12 de junho
Acordei as 10 horas. Tomei uma ducha, coloquei uma roupa bem leve e sai pra comer, já que aqui não servem nem lanche.
...
London é realmente muito lindo. Uma cidade bem organizada, porém eu pretendo ir pra Stratford. Dizem que lá é muito legal.
...
Algumas semanas depois...
2 de julho.
Me mudei pra Stratford, tenho um emprego e uma casa. Estou muito feliz com isso. Conquistei coisas aqui mais rápido do que eu imaginava. Trabalho como secretária numa corretora de imóveis, meu chefe é legal, quando não está tentando passar a mão na minha bunda. Ah, ele tem um filho chamado John, até agora só tenho escutado falar dele. Seu Robert é realmente apaixonado pelo filho, fala dele o tempo todo. John aparenta ser um jovem bonito, pelo que o pai me fala. Porém não é o tipo de cara que eu me relacionaria, pelo que Seu Robert me conta, ele parece ser mauricinho. Isso é até meio obvio. O pai com uma empresa enorme dessas e ele viajando o mundo ao invés de ajuda-lo.
Acordo todo dia as 6 horas. Tomo um belo banho e um delicioso café. Pego um táxi e vou para a empresa. Digamos que isso de pegar táxi é temporário, estou juntando dinheiro para comprar meu carro. Como dessa vez estou tendo uma vida 'normal', pretendo ficar bastante tempo aqui no Canadá.
Bom dia Seu Robert- falei entrando na sua sala
Já falei que não precisa me chamar de 'Seu Robert'- sorriu
Ah, costume- sentei- Então, o que temos pra hoje?
Tenho uns papeis pra você dar uma olhada e depois trazer para eu assinar- ele abriu a gaveta e me deu uma papelada
Ok, vou pra minha sala- peguei os papeis, levantei e sai
É, eu tenho a minha sala. Eu estava gostando de trabalhar, era melhor do que os trabalhos sujos que fiz nos últimos meses. Não que eu vá mudar radicalmente quem eu sou, mas eu não quero fugir para sempre.
...
Terminei a papelada e fui até a sala do Robert. Eu já ia entrando, mas ouvi uma discussão.
Porra, você sabe que o John não pode nem desconfiar disso!- o Robert parecia alterado
Não foi culpa minha Seu Robert, os caras atrasaram a papelada e ai o Seu Juliano não quis assinar depois- era uma voz desconhecida
Porra, a empresa precisa desse dinheiro! Eu preciso desse dinheiro! Dê o seu jeito e faça o bundão do Juliano assinar!- Robert falou, aparentemente nervoso
Antes que alguém me descobrisse ali, eu voltei pra minha sala imediatamente. Fiquei me perguntando "O que o John não pode saber?'', ''O que é essa papelada? Do que se trata?'', ''Será que a empresa está falindo?''.
Depois de alguns minutos fui até a sala do Robert.
Terminei a papelada- coloquei em cima da mesa dele
Obrigada, Alice- ele sorriu forçado
Sempre amei esse nome "Alice''. Por isso falei para ele que esse era meu nome. Sim, eu tenho várias identidades falsas com vários nomes. Não gosto de dizer meu verdadeiro. Já aprontei tanta coisa, já me meti em muita coisa errada, então não posso correr esse risco.
Fiquei passando dados de alguns clientes pro computador, quando o Robert entrou na minha sala e disse que eu estava liberada por hoje. Eu assenti, arrumei as coisas e sai saltitante. Afinal, não é todo dia que você é liberada mais cedo do trabalho. Ainda eram 10 horas. Eu estava com um pouquinho de fome, mas preferi ir ao shopping fazer umas compras e depois almoçar.
...
Eram 12 horas e eu estava comendo uma deliciosa macarronada num desses restaurantes do shopping.
...
Cheguei em casa as 13. Tomei um banho e fiquei vendo tv a tarde toda.
...
A noite resolvi aproveitar a folga. Tomei um banho e coloquei uma roupinha legal. Digamos que seja a minha primeira "night" em Stratford. Passei a velha maquiagem e sai. Peguei um táxi e pedi para o motorista me levar para a melhor boate de Stratford.
E assim ele o fez. A porta da boate estava cheia. Mas digamos que tudo era muito rápido e em dez minutos, eu entrei. Estava bem cheia, porém era enorme e bem espaçosa. Gostei, deve ser a melhor daqui mesmo. Pedi uma bebida e fiquei no bar observando as pessoas dançando, outras se esfregando, outras se beijando e dançando ao mesmo tempo.
Hey, está sozinha?
Escutei alguém falar do meu lado. Uma voz doce mas ao mesmo tempo sensual, cheguei até me arrepiar. E ao virar para o lado me arrepiei mais ainda. Que gato! Era um garoto branquinho da cor da neve, com cabelos pretos suavemente bagunçados e um sorriso meigo e encantador. Que nojo, não faz o meu tipo. Mas ele me agradou de um jeito.
Agora não mais- respondi, sorrindo também
Percebi ele ficar sem graça e eu fiquei sem reação. Será que fui muito direta? Ai meu Deus, o que ele vai pensar de mim? Eu com essa roupa e me atirando assim pra cima dele. Perai, porque eu to me preocupando com isso mesmo?
Emfim, meu nome é John- ele levantou a mão para que eu a apertasse
Que coincidência, o nome do filho do meu patrão é John- sorri apertando seu mão
Será que esse garoto já foi a alguma boate antes? Ele tá achando o que? Que vamos namorar, casar e ter filhos é?
Qual teu nome?- John perguntou
Alice- sorri
Eu realmente amo esse nome- ele sorriu
Eu também- falei empolgada
Legal você amar teu nome- que merda
Puta que pariu velho, que garoto bobo. Mas é fofo. E tá me encantando.
Então, vamos dançar?- perguntei e ele assentiu
O puxei pela mão e começou a tocar uma música bem agitadinha. Ele parecia meio envergonhado, e eu apenas me mexia, dava umas reboladinhas e sorria pra ele. Não sei se ele realmente é ''duro'', ou está tímido demais. Sabe de uma coisa? Essa timidez dele tá me estingando. Não aguentei e o beijei. Nossa, pelo menos beijar ele sabe bem. Ele pareceu surpreso no começo mas depois colocou a mão na minha nuca e por um segundo parecia que estávamos num lugar calmo, sem aquele barulho, só nós dois, mas ai eu parei o beijo.
Desculpa- fiquei sem graça, não sei porque
Ela apenas sorriu e me puxou pela nuca novamente, me deu um selinho demorado e logo depois começamos a nos beijar pra valer novamente. Dessa vez um beijo com mais desejo. Senti sua outra mão acariciar minhas costas e ir descendo até a minha bunda. Me senti meio vadia assentindo aquilo, mas eu até que gostei.
...
Não sei como paramos no apartamento dele. Nos beijávamos intensamente, se esbarrando em tudo e até deixando algumas coisas caírem. Quando acontecia, ambos de nós ríamos entre o beijo. Chegamos no quarto, e ele estava bem apressado. Me jogou na cama e me olhou. Que olhar sensual, sei lá, não sei explicar, só sei que me excitou mais ainda. Ele tirou meu salto e beijou meus pés, foi subindo, distribuindo beijos nas minhas pernas, e puxou minha saia para baixo. Dei um sorrisinho safado e o puxei para um beijo. Entrei em choque com o contato dos seus lábios molhados no meu pescoço, deixei escapar um gemidinho e ele logo tirou minha 'blusa'...
Foi uma noite incrível.
...
Digamos que eu seja sortuda. Acordei e o John ainda estava dormindo. Mas não tanto porque eram 8 horas e eu estava atrasada para o trabalho. Me vesti silenciosamente e deixei o apartamento. Peguei um táxi e não pude deixar de sorrir ao lembrar da noite passada. Sei que não verei John nunca mais, mas foi incrível e eu tenho boas lembranças. Na verdade, eu sou uma pessoa que realmente vivo de lembranças, porque nada na minha vida é definitivo. Nada fica para sempre.
...
Eram 10 horas quando cheguei no trabalho, eu nem precisava dizer que eu estava super atrasada né? Tenho que estar aqui as 7 horas. E da minha casa pra cá é 10 minutos, mas do apartamento do John pra cá foi mais ou menos um hora.
Desculpa Seu Robert, foi culpa da folga que o senhor me deu- falei com humor pra tentar amenizar a situação
É né, que roupas são essas?!- ele perguntou, sem tirar os olhos das minhas pernas- Mas eu até que gostei- ele sorriu, safado
O que tem pra mim?- perguntei, mudando de assunto
Papeis de novo.
Peguei a papelada e fui pra minha sala.
...
Ufa! Terminei, fui até a sala do chefe, bati e depois entrei.
Então...- eu ia falando, quando...
Alice?
John?
TO BE CONTINUED...
Wednesday, January 8, 2014
Can you love me? - 1° Capítulo
Londres, Inglaterra. 9 de junho.
Acordei cedo naquela manhã. Novamente aquele pesadelo. Lavei o rosto e olhei-me no espelho. Olheiras enormes e uma cara amassada. Tomei uma ducha, coloquei uma roupa qualquer e uma maquiagem pra esconder bem minhas olheiras. Não sou o tipo de mulher que usa maquiagem por beleza. Mas sim por necessidade. Não sou prostituta, apenas não posso estar feia para o que faço.
...
-Eai, Brad? Alguma entrega hoje?- perguntei sentando naquele sofá velho mas ainda sim aconchegante
-Sim, para aquele de sempre. Exigente e abusado.- ele respondeu enquanto terminava de embrulhar os pacotes
-Beleza, deixa comigo.- levantei, peguei os pacotes, coloquei na bolsa e sai
...
Bati duas vezes como sempre e esperei. Dois minutos e ele abriu a porta.
Você gosta do número dois né?- falei rindo enquanto lhe entregava os pacotes. Ia dando as costas quando ele falou...
Opa, tá com pressa? Entra ai, toma um café- bufei e virei-me
São só negócios, você sabe.- falei séria
Eu sei mas você sabe que é a minha preferida- ele falou sorrindo
Ah cala a boca que eu sou a única que entrega pra você- falei sem paciência
Opa, opa!- ele exclamou- cadê a educação?
Desculpa!- falei revirando os olhos
Eu odiava ter que me humilhar para as pessoas, mas aquele era o meu trabalho. Não me humilhar, mas sim ser educada com os clientes. Então eu entrei. Ele colocou os pacotes no quarto e trouxe vodca.
Você disse café- falei enquanto observava ele colocar nos copos- Sério, eu não posso beber enquanto trabalho
Ah, só um copo- ele disse erguendo a mão e me dando um copo
Só um e eu vou embora- falei e bebi o copo de vez
Nossa, radical você- ele riu e depois tomou um gole
Posso ir?- falei levantando e indo até a porta
Tchau apressadinha!- ele desistiu
Eu sorri vitoriosa e sai. Coloquei meu capacete, subi na moto e acelerei.
...
Brad!- gritei mais uma vez
Desculpa- ele abriu a porta- Não posso mais cagar?- ele falou rindo
Eca!- entrei dando lhe tapas e rindo
Eai?- ele me puxou pela cintura colando nossos corpos
Brad- falei tentando sair mas ele é muito forte- Já conversamos sobre isso...
É que...- ele falou olhando pra minha boca e mordeu os lábios... Ah, Brad!
Sem hesitar nem por mais um minuto eu o beijei e quando fui perceber eu já estava em cima dele no sofá. Brad beijava minha boca com ferocidade enquanto segurava firme em meus cabelos. Aos poucos minha lucidez foi voltando e eu parei o beijo.
Não!- exclamei, e sai de cima do Brad.
Brad era escandalosamente gostoso. Costas bem definidas, ombros largos e um peitoral incrível. Tudo que me agradava em um homem. E ele era um puto de um sedutor. Sou louca por homens sedutores. E os lábios? Ah, os lábios dele pareciam ter sido desenhados, e eram tão macios e gostosos que o contato deles com o corpo de uma mulher era capaz de provocar intensos arrepios. Seus olhos, castanhos esverdeados, eram hipnotizantes. Dai você pergunta "Qual o problema do Brad, então?". Ah, ele é um belo canalha. Não que eu vá namorar com ele, mas iria atrapalhar nossos negócios. E eu também não presto nem um tiquinho.
Você teve aquele pesadelo de novo né?- ele perguntou
Não!- menti- Eu apenas não quero- peguei minhas coisas e sai de lá.
...
Cheguei em casa as nove horas em ponto. Tomei uma ducha e sentei no sofá. Ando tão em casa ultimamente. Peguei o celular e olhei os contatos. Não tenho amigos pra sair. Também não tenho vontade. Mentira. As vezes sinto que sou uma adolescente e preciso sair pra baladas e ficar bêbada até vomitar. E talvez, pegar uns caras gatos. Nove e quinze. Levantei, tomei outra ducha e coloquei uma calça jeans surrada e meio rasgada, uma blusa preta que tinha uns cortes atrás e um vans preto. Prendi meu cabelo e deixei alguns fios caindo sobre o rosto. Passei a velha maquiagem pra esconder as olheiras, uma sombra bem preta e um batom bem vermelho.
...
Saí por ai sem rumo e sem capacete também. Ah, que saudade desse vento no rosto. Parei em um barzinho. Eram dez horas.
Vodca por favor- pedi ao encostar no balcão
O garçom tinha olhos claros e cabelos pretos, belo contraste porém ele era bem magro e eu literalmente não gosto de homens magros, e nem de lábios muito grossos como os dele. Sou bastante detalhista e chata quando o caso é homem. Não sou qualquer uma pra ficar com qualquer um.
Cinco minutos depois enquanto eu pensava no beijo que rolou mais cedo entre eu e Brad, percebi um cara alto e esbelto se aproximar de mim. Virei para olha-lo e meio que me encantei. Lábios perfeitamente finos e que pareciam ter sido desenhados que nem o do Brad, cabelos perfeitamente pretos e lisos em um perfeito topete, olhos castanhos e ahhhhhhhh, um sorriso perfeitamente lindo!
Boa noite- ele disse sorrindo
Boa- retribui o sorriso
Eu sou bem direto- ele falou me olhando fixamente e caralho, aquilo estava me seduzindo- O que me chamou atenção em você mesmo com tantas mulheres gostosas aqui, é que você é gostosa também porém não precisa pôr vestidos extremamente curtos para mostrar isso- ele sorriu e eu estava encantada
Nossa!- exclamei surpresa e coloquei meu copo em cima do balcão
Então, o que faz por aqui?!- ele perguntou, meio sem graça
Vim esparecer- respondi
Conversamos por um longo tempo. Em vinte minutos virei uma estudante de administração que morava com sua irmã mais velha porque os pais tinha morrido num acidente de trem. Eu odiava começar uma relação mentindo, mas eu também não pretendia ter algo mais a sério então foda-se. Sobre ele: Solteiro, era corretor de imóveis, tinha vinte e seis anos e morava sozinho.
...
Posso deixar meu carro aqui e nós vamos de moto. Adoraria ver você dirigindo.- ele disse quando saímos
Melhor não, eu não trouxe nem se quer um capacete- falei meio triste
Cada vez mais me interesso por você- ele sorriu e eu sorri de volta meio sem graça- Então vamos de carro, posso pedir alguém pra levar sua moto para um lugar seguro
Não, eu preciso muito dessa moto, não confio em ninguém- respondi- Vamos de moto mesmo, não importa se estamos sem capacete
Falei subindo na moto e ele me acompanhou sorrindo.
...
Ele me ensinou o endereço e nós chegamos em quinze minutos. Era um apartamento simples porém muito bonito e organizado. Tava obvio, o cara era rico, porém simples. Senti que ele me escondeu algo também.
Entramos no apartamento e era muito luxuoso, fiquei impressionada, apesar de luxuoso era simples e bem estiloso. Nem parecia que ele morava sozinho.
Então...?- ele falou colocando as chaves em cima de uma mesinha no centro da sala
Lindo demais!- falei e sorri
Ele tirou os sapatos e se aproximou de mim, colocou as mãos em minha cintura e sorriu.
-Posso?- ele perguntou, doce demais
Sem hesitar, beijei sua boca. Senti um choque em meu corpo, seus lábios são tão macios quanto a neve, e brincavam com os meus num misto de prazer e leveza. Aos poucos meu corpo foi estremecendo e uma sensação de calma o dominou, até o momento em que ele desligou os lábios dos meus e desceu sua boca molhada para o meu pescoço, me dando leves chupões e mordidas que faziam meu corpo se arrepiar intensamente da cabeça aos pés. Da sala, fomos pro quarto dele, onde ele deitou-me na cama e foi tirando minha roupa bem devagar, beijando cada lugar que ficava amostra depois de uma peça tirada. Eu fiz o mesmo com ele.
...
10 de junho.
Abri os olhos ainda sonolenta, olhei ao lado e ele dormia feito um anjo. Parecia que tinha levantado primeiro, se arrumado e voltado pra cama. Meu Deus, quanta perfeição, será que esse homem existe mesmo?!
Levantei silenciosamente da cama e me vesti cuidadosamente. Sai do apartamento sem fazer barulho, desci o elevador, peguei minha moto e vazei dali.
...
Cheguei em casa as oito. Caralho, foi muita sorte eu acordar primeiro que o... Nossa! Nós conversamos e transamos e nem perguntamos nossos nomes. Porém confesso que foi bem melhor assim.
Tomei uma ducha, coloquei uma roupa bem leve porque depois de uma noite maravilhosa como eu tive ontem, a gente não se preocupa mais com nada. Mas é claro, tive que passar a maquiagem pra disfarçar as olheiras.
...
Cheguei no Brad e eram nove horas.
Que cara de felicidade é essa?- ele perguntou ao ver o sorriso que eu abri ao ver ele. Não que eu estivesse feliz em vê-lo, eu só estava leve.
Tô leve Brad- falei me jogando no sofá- O que temos hoje?
Sei- ele falou ironicamente como se não ligasse mesmo e isso que me irrita, não que eu quisesse provocar ciúmes mas ele finge não se importar porque o orgulho dele é maior que tudo- Hoje tem um velho cliente, ele costuma pedir quando faz sexo com uma mulher bem gostosa e que deixa ele nas nuvens, dai ele quer sentir essa sensação de novo- ele explicou fechando os pacotes
Nossa- falei rindo- Que foda!
Fiquei imaginando que esse cara não devia fazer sexo constantemente já que o Brad falou "velho cliente". Peguei os pacotes, dei um beijo no rosto de Brad e sai de lá. Subi na moto e acelerei.
...
O endereço deu num lugar que parecia estar abandonado. Parecia uma fábrica, sei lá, mas o lugar era bem deserto e feio. Acho que o cara não queria que ninguém soubesse dos lances dele ou então eu peguei algum caminho errado.
Ei- escutei uma voz bem longe
Olhei para trás e vi um cara de boné. Ele acenou para mim e eu acenei de volta. Caminhei até ele e aos poucos fui percebendo que eu conhecia aquele rosto. Aqueles lábios e aqueles olhos...
Você?!- falamos na mesma hora, surpresos e totalmente confusos
Eu fiquei sem palavras e imediatamente sem graça. O que ele vai pensar de mim agora?! E o que eu vou pensar dele?!
Bom...ontem não te perguntei teu nome... Qual teu nome?!- ele perguntou tentando amenizar a situação
É... eu não esperava te encontrar novamente. Bom, tá aqui o seu pedido, até mais ver- entreguei os pacotes e virei-me mas ele me puxou pelo braço colando nossos corpos
Me interessei mais ainda por você- ele deu um sorriso safado
Desculpa mas não me envolvo com clientes- falei, e tentei o empurrar mas só consegui com que ele me apertasse mais
Tarde demais pra dizer isso, não acha?- ele rebateu e sorriu vitorioso
Me solta!- falei sem paciência
Opa, sei muito bem do que moças mal criadas como você precisam- ele falou e tirou do bolso duas algemas- Você está presa
Imediatamente dei uma joelhada onde lhe dói mais e ele se agachou de dor. Sai correndo o mais rápido possível, subi na moto e acelerei. O filho da puta estava de moto também e pra meu azar ele tinha se recuperado da joelhada e estava me seguindo. Entrei em várias ruas a fim de despistar ele mas o mesmo também era muito esperto e parecia conhecer bem as ruas. Pra minha sorte, passamos por uma avenida que eu conheço bem, acelerei o máximo possível e entrei em um beco. Fiquei esperando e ele passou direto. Ufa!
Respirei fundo por alguns segundos e rapidamente peguei o celular e disquei pro Brad.
Brad!- falei nervosa- Aquele cara é policial, porra!
O que?!- ele falou, parecendo surpreso
Ele tá na minha cola, vou sair da cidade! Isso é um adeus!- desliguei o telefone e na mesma hora o joguei na parede e o vi despedaçar
Lágrimas rolaram pelo meu rosto. Aquilo significava um inicio de uma nova vida.
TO BE CONTINUED...
Sunday, January 5, 2014
Sinopse - Can you love me?
"Fria como a neve. Quente como o sol. Não sereis tua, não sereis de ninguém.''
Essa fanfic contará a história de Katharine. Uma garota misteriosa e muito perigosa. Aventureira, adora se meter em uma encrenca. Ela vive sozinha aos 17 anos e se muda a todo momento e é em uma dessas mudanças que ela conhece John. E ai tudo pode mudar... Ou não.
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